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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Accipitriformes
Família: Pandionidae
 Bonaparte, 1854
Espécie: P. haliaetus

Nome Científico

Pandion haliaetus
(Linnaeus, 1758)

Nome em Inglês

Osprey


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Águia-pescadora

A águia-pescadora é uma ave Accipitriforme da família Pandionidae.

Conhecida também como gavião-pescador, gavião-do-mar e gavião-papa-peixe. No interior da Amazônia é conhecida como gavião-caipira.
A águia-pescadora possui características físicas especializadas e apresenta um comportamento único para caçar e capturar peixes. Como resultado dessas características únicas, a ela foi dado seu próprio gênero taxonômico, Pandion e família, Pandionidae.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (grego) Pandion = personagem mitológico grego; e do (grego) haliaetus = águia, águia do mar. ⇒ Águia do rei Pandion.

Características

É uma grande ave de rapina que mede cerca de 57 centímetros de comprimento e pesa cerca de 1,2 quilos; sua envergadura é de quase 2 metros.
Ela tem a plumagem marrom escuro nas partes superiores, as partes inferiores são brancas, com pequenas manchas castanho-escuro na parte superior do peito, formando um colar. A cauda é marrom barrado com branco. As asas longas são brancas na parte de baixo, com mancha marrom-escuro na articulação do carpo. A cabeça é branca, com conspícuas listras castanho-escuro nos olhos. Apresenta algumas penas mais longas na nuca. O bico é preto. Quando a ave mergulha, as válvulas nasais impedem a entrada de água nas narinas, e por esta característica ela tem facilidade na captura das presas. Os olhos são amarelos. Pernas e pés são azul-acinzentado pálido.
Ambos os sexos são quase semelhantes na plumagem, mas as aves do sexo feminino são ligeiramente maiores em tamanho do que as do sexo masculino, e têm listras mais escuras no parte superior do peito, além de uma plumagem mais escura.
O juvenil da espécie tem a plumagem marrom-escuro. O colar do seu peito não se apresenta muito visível. Os olhos são vermelho-alaranjado, e não amarelos como no adulto. Algumas variações no tamanho e na cor podem ser observadas. Aves tropicais e subtropicais são menores do que os de latitudes mais elevadas.

Subespécies

Possui três subespécies, levando em conta que Pandion cristatus é considerada como uma espécie plena.

(Clements checklist, 2014).

Fotos das subespécies de Pandion haliaetus
(ssp. haliaetus) (ssp. carolinensis) (ssp. ridgwayi)

Alimentação

Alimenta-se basicamente de peixes, porém come outras aves e pequenos mamíferos. Após a captura do seu principal alimento (peixes), carrega-o em suas garras posicionando-o de forma aerodinâmica, o que lhe proporciona melhor condição de voo, evitando também que sua presa solte-se de suas garras.

Reprodução

Hábitos

Apesar de mais numerosa no final e início do ano, tem sido encontrada durante todos os meses, o que pode indicar que esteja se reproduzindo em nosso País, fato ainda não comprovado. A espécie migra ainda jovem e leva de 2 a 3 anos para tornar-se adulta, quando regressa à América do Norte para se reproduzir. Após este período, retorna periodicamente à América do Sul durante o inverno no hemisfério norte. É comum em lagos, grandes rios, estuários e no mar próximo da costa. Vive normalmente solitária, voando alto ou pousada sobre árvores isoladas.

Distribuição Geográfica

Originária da América do Norte, onde se reproduz, a espécie migra para a América do Sul durante o inverno, podendo ser encontrada até o Chile e Argentina. Há registros de sua ocorrência em vários estados do Brasil, como Amazonas, Roraima, Pará, Amapá, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Mato Grosso, Goiás, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Ceará.

Referências

Consulta bibliográfica sobre as subespécies:

Galeria de Fotos